quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ao meu Amor



Te conheci menina moça, te fiz menina mulher
Da tua mocidade tive todos os privilégios
Do desabrochar para o amor na sua meninice
ao ter fazer Mãe na sua adolescência.
Seria um disparate querer retratar em poesias o que
você significa para mim.
          Quero sim que juntos façamos de nossas vidas um
grande poema, de amor, de paz, de alegrias, de companheirismo
cumplicidade, amizade e respeito.
          Mas, se tudo parasse aqui, saiba que já me deste o que 
um homem espera de uma mulher. De tudo que a vida é feita, emoções 
ilusões, fantasias, sonhos e realidades.
          Com você eu posso tudo, sem você eu não sou nada.
Dentre milhares de palavras que vem em minha mente
eu só encontro uma para definir o que você significa para
para mim: VIDA.
          Obrigado por estar comigo, obrigado pelos nossos filhos.

Te amo Lilianne

Poeta João Luciano Tenório








  

Poetas da Rede

          Essas linhas nos foram enviadas pela Poetisa Venturosense intitulada LUA NUA, desde já agradecemos por esse presente que nos acaricia a alma.

E assim a LUA NUA nos disse:


Também ainda não tive o prazer de amar de verdade. Acredito que se faria eterno!
... Mas desfrutei da doce e gostosa ilusão de viver seus derivados algumas vezes nessa vida,
e isso me faz seguir sentindo... E buscando!
O amor é uma ilusão que não sobrevive a nenhuma pitada de realidade...
E por isso, pensando bem, a gente só tem certeza de que ele existe quando mergulha na fantasia do poeta.
Finjo que não fantasio e fantasio...
Escrevo pra sentir a minha alma nua...
Gosto da falta de vergonha ao despir-me assim,
falando, cantando, às vezes chorando, mas, SENTINDO; SEMPRE! Coração na pupila e sentimento a flor da pele! 
Aproveito que os poetas existem pra justificar a minha necessidade de contar o que grita em mim, essas coisas a gente só vive uma vez na vida... Outra? Nem em outra morte!

Autora Lua Nua


Poetas da Rede

          Esse poema nos foi enviado pelo Poeta, Escritor e Professor Emerson Luiz, Venturosa - PE. De forma antecipada agradecemos a sua colaboração com o nosso BLOG, é de grande importância que pessoas como você possam dividir com todos a arte da poesia.


O Poeta

O poeta é um interprete
Da poesia do firmamento
Se encanta com sua beleza
Sofre com seu tormento

O poeta é um profeta
Que anuncia o fim do mundo.
Ele observa com pesar
O que foi oculto no mais profundo

O poeta anuncia
O que ainda não ocorreu
O que se sonha alcançar
O que nem ainda se viveu

Poeta é triste seu penar
Num mundo tão material
Um povo que não sabe sonhar
E quer calar teu canto divinal

Ser poeta é clamar no deserto
Tal qual João Batista
Não abrir mão do que é certo
Tendo fé na derradeira conquista

Do teu verso que encanta
A dor morre
E nasce a esperança
Que enche a terra de alegria

O teu verso de coragem
Denuncia a covardia
Essa grande ladroagem
Que faz nossa política

Poeta com tua voz de ferro
Teu verso quente que nem brasa
não há assunto que não entenda
e que grande não caiba embaixo de tua asa

Poeta do fim do mundo
De onde nasce e finda a fantasia
O mundo só acaba pr’um poeta
Quando se acabar a poesia

Emerson Luiz

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Linhas de um grande Poeta.

Haverei de te amar a vida inteira

Haverei de te amar a vida inteira.
Mesmo unilateral o bem querer,
é forma diferente de se ter,
sem nada se exigir da companheira.

Haverei de te amar a vida inteira,
(não precisa aceitar, basta saber),
pois amor que faz bem e dá prazer
a gente vive de qualquer maneira.

Eu viverei de sonhos e utopias,
realizando as minhas fantasias,
tornando cada qual mais verdadeira.

Eu te farei presente em meus instantes.
Supondo que seremos sempre amantes,
haverei de te amar a vida inteira.


Poeta Ronaldo Cunha Lima

Pra dividir com vocês.

       
 Nosso BLOG também abre espaço para os Amigos que queiram se expressar através da poesia, portanto desde já informamos que estamos abertos para receber a sua contribuição para a Poesia, na sua forma de expressão.

            Agora vamos dividir com vocês um poema que nos foi enviado pela Poetisa LYDIANE OLIVEIRA, Olinda - PE.


A Força de Andréa

E ao anoitecer
Estava descontente Meu Coração
Os meus olhos demonstravam muita dor, tristeza e solidão
O desespero me fazia sofrer
Não tinha mais força para vencer
De repente me apareceu Andréa
Cheia de vida, negona cheia de idéia

Tire a tristeza do seu peito
Deus pra tudo tem um jeito
Você tem que continuar
Não é a hora de parar
Vá, prossiga, seja forte
Você merece ir em frente
E vá se formar, não custa nada tentar
E ao amanhecer meus olhos voltaram a brilhar

Poetisa Lydiane Oliveira


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Encontros

Praia dos Carneiros - Tamandaré - PE
Foto: Christian Knepper

No encontro das águas encontrei
Enseadas, corais, rio e mar
Implorando ao tempo não passar
Do meu canto encantado observei
Pela praia a andar me deparei
Com a renda das ondas branco véu
E as centelhas do sol singrando o céu
Pra o repouso nos braços da areia
No encanto do canto da sereia
Do seu beijo provei o doce mel

Poeta João Luciano Tenório

Me deixa ser.


As praias pertencem aos mares
Sua beleza ao encanto
Sua voz meu acalanto
Seus olhos brilhos lunares
As estrelas são olhares
Que brilham só pra te ver
Daria tudo pra ter
Você aqui em meu leito
Por te querer desse jeito
Meu amor me deixa ser

Me deixa ser algo mais
Não apenas só amigo
Se permita está comigo
Pois te desejo demais
Me deixa ir onde estais
Me deixa está contigo
Os seus braços meu abrigo
Onde não terei mais medo
Me deixa ser seu segredo
O seu amor proibido

Poeta João Luciano Tenório.

Me deixa ser II

Como um corpo seleste corta o espaço
Como o vento agita os oceanos
Sua falta persiste nos meu planos
Pra o abismo do fim estou a um passo
Mas, pra tê-la amor tudo eu faço
Se duvidas de mim pagues pra ver
E agora que sabes quero crer
Que quem sabe eu esteja agora sendo
Se não sou, não desisto eu só me rendo
Quando um dia você me deixar ser 

Poeta João Luciano Tenório

Porto Ilusão.


Nas ondas dessa saudade
Navego um sonho perdido
De uma vida sem sentido
Num mar de intranquilidade
Sua lembrança me invade
Faz-se porto ilusão
E a maré da solidão
Inunda a praia em meu peito
Faz um rasgo e o seu leito
Afoga meu coração

Poeta João Luciano Tenório.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Poeta cante o que eu sinto, que eu sinto e não sei dizer.




Mote sugerido por Hebert Campos.

O que me mata é saudade
Tristeza, desprezo e dor
Plantei ternura e amor
Colhi infelicidade
Ela só me fez maldade
Tirou-me todo o prazer
O sentimento sofrer
No meu peito fez recinto
Poeta cante o que eu sinto
Que eu sinto e não sei dizer

Poeta em seu dom divino
Expressa o meu sentimento
Canta em versos meu lamento
O desabor do meu destino
Vivo tal qual beduíno
No deserto do sofrer
Meu Oasis de prazer
Sem prazer tornou-se extinto
Poeta cante o que eu sinto
Que eu sinto e não sei dizer

Só sabe o que é saudade
Quem sente o que eu sinto agora
Poeta ela me ignora
Deus por que tanta maldade
Só soberba e vaidade
Dá sentido ao seu viver
Ela só busca o prazer
Mas eu a amo não minto
Poeta cante o que eu sinto
Que eu sinto e não sei dizer

Guardo pra ela em meu peito
O sentimento mais puro
Poeta por Deus eu juro
Mesmo sendo desse jeito
Eu a quero em meu leito
Sabendo que ao amanhecer
Ela virá me dizer
Ser do mundo é meu instinto
Poeta cante o que eu sinto
Que eu sinto e não sei dizer

Poeta João Luciano Tenório


Musa dos Poetas.


Lua Musa dos poetas
Testemunha dos amantes
Dos meus amores errantes
Mil ilusões incompletas
Saudade em mim deletas
Quanto em ti meus olhos fito
E o céu fica tão bonito
Se estais minguante
Oh lua amada
Pareces uma rede armada
Com os punhos no infinito

Traz pra mim o seu clarão
A minha paz irradia
Me ensina curar um dia
O amargo da solidão
Quero brilhar com razão
Eu, poeta sonhador
E nas asas de um condor
Vou voar pelos espaços
Me acalentar em seus braços
Pra enganar minha dor

Poeta João Luciano

Pra não morrer de saudade,

Jabitacá destrito de Iguaracy, situada no Sertão do Pajeú. Lugar de origem do meu Pai Poeta João Tenório. Terra presente em minha vida, sempre que posso visito, pra rever amigos e parentes. Deixo aqui uma singela homenagem.

Igreja Nossa Senhora dos Remédios - Jabitacá -PE

Quem ama cuida, conserva
Protege e reverencia
Pra não morrer de saudade
E lembrar-me todo dia
Mandei prostar ampliada
Na minha humilde morada
A sua fotografia

Poeta João Luciano

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Uma homenagem de Gilmar Leite!


Manuel Filó
Fidalgo Poeta do Pajeú

Manuel Filó: Um poeta “Demasiadamente Humano”



Gilmar Leite



Refletir sobre a poesia é mergulhar no universo da condição humana. Falar do poeta Manuel Filó é aprofundar a poesia num mundo “demasiadamente humano”. Há poetas que fazem poesia. Existem poetas que são a própria essência da poesia. Manuel Filó foi um desses! O bardo filho do “Pajeú das Flores” se vestiu com a nobreza da poesia, e fez dela, a elegância ética de um cidadão cortês, sempre com os braços estendidos e abertos, ofertando o afago da amizade e do respeito para os que se aproximavam dele. Atento as demais as pessoas em seu entorno, o vate Manuel Filó, sempre foi cuidadoso e generoso para com outros poetas, dos mais famosos aos menos conhecidos, vendo-os e tratando-os com o mesmo carinho e respeito. Do mesmo jeito, ele estendia sua cordialidade para as demais pessoas que se aproximavam dele, mesmo que não fosse por motivos poéticos. A poesia suave, elegante e clássica de aedo Manuel Filó é a extensão do seu caráter, onde se confundem dois seres, a poesia e o poeta, vistos e entrelaçados numa condição única, a condição humana.


Tristeza na terra, alegria no céu!

Correm lágrimas sobre o rio da fantasia!
O seu leito perdeu um córrego de encantos;
As poéticas águas se afogam em prantos,
Pela perda de um bardo que viveu poesia.

Sobre o límpido éden, transborda alegria,
Lourival, Cancão, Job, coroados de santos,
Receberam Filó com plumas de acalantos,
Confortando sua alma, com uma cantoria.

Na braúna gigante dos versos campestres,
Improvisam chorando os poetas silvestres,
Derramando saudades nos frondosos galhos.

Sobre o trono celeste do Deus soberano,
Cantam versos, Marinho com Rogaciano,
Devolvendo Filó em gotas de orvalhos.


Fonte; www.aguasdopajeu.blogspot.com

Se Voltares



POETA ROGACIANO LEITE

Como o sândalo humilde que perfuma
O ferro do machado que lhe corta
Hei de ter a minh'alma sempre morta
Mas não me vingarei de coisa alguma.

Se algum dia perdida pela bruma
Resolveres bater à minha porta
Ao invés da humilhação que desconforta
Terás um leito sobre um chão de espuma.

Em troca dos desgostos que me deste
Mais carinho terás do que tiveste
Meus beijos serão multiplicados

Para os que voltam pelo amor vencidos
A vingança maior dos ofendidos
É saber abraçar os humilhados.

Poeta Rogaciano Leite

(Agradecimento ao nosso colaborador técnico HEBERTCAMPOS)

Casa de taipa.

Mote sugerido pelo Poeta Luiz Miguel.

"Toda casa de taipa abandonada
  Mora o grito da fome dentro dela"




A miséria rondando o seu terreiro
A angústia já foi sua inquilina
O retrato cruel da triste sina
Por mobília uma mesa e candeeiro
Um banquinho a sombra do umbuzeiro
Só o vento ainda bate na cancela
E num canto um pote nos revela
Que ali de alguém já foi morada
Toda casa de taipa abandonada
Mora o grito da fome dentro dela

Uma pedra de mó, um enxadeco
Uma foice no chão desencabada
No muturo da casa abandonada
Por brinquedo os restos de um boneco
Uma quartinha quebrada, um caneco
Um moinho de pedra, uma gamela
E a porta entre aberta sem tramela
Denuncia o fim de uma jornada
Toda casa de taipa abandonada
Mora o grito da fome dentro dela

Foi ali que alguém nasceu, viveu
Sem direitos, sem vez, desassistido
Pelo resto do mundo esquecido
Esquecido do mundo ali morreu
Por herança deixou a um filho seu
Um viver semelhante na favela
E em cima do fogão uma panela
Sem comida há tempos emborcada
Toda casa de taipa abandonada
Mora o grito da fome dentro dela

Poeta João Luciano Tenório.

Palhaço que ri e chora.


Pinta o rosto, arruma palma
d'entre os néscios e sábios
o riso aflora-lhe os lábios
a dor tortura-lhe a alma.
Suporta com toda calma
Desgosto a qualquer hora;
ama sim, mas vai embora
vive num eterno drama:
Pensa, sonha, sofre e ama
Palhaço que ri e chora.

Tem horas de desespero
quando a vida desagrada
sentindo a alma picada
tem que ir ao picadeiro.
Se ama esquece ligeiro
porque ali não demora
chagas dentro, rosas fora
guarda espinho, mostra flor
misto de alegria e dor
palhaço que ri e chora.

Se quer alguém com desvelo
deixar é martírio enorme
se vai deitar-se não dorme
se dorme tem pesadelo.
Sentindo um bloco de gelo
lhe esfriando dentro e fora
desperta, medita e chora.
Sente a fortuna distante
julga-se um judeu errante
palhaço que ri e chora.

Palhaço, tem paciência!
Da planície ao pináculo
o mundo é um espetáculo
todos nós uma assistência.
Por falta de consciência
gargalhamos sem demora
choramos a qualquer hora
sem força, coragem e fé
porque todo homem, é,
palhaço que ri e chora.

Poeta Lourival Batista

Venturosense Nato.

Sou Venturosense nato
Filho de Pajeúzeiro
Papai poeta e vaqueiro
Minha origem é do mato
Criado em fonte e regato
No vale do Ipanema
Pescando na Piracema
Na força da cachoeira
Pegando boi na carreira
Quebrando "gaí" de jurema

Eu sou querer, eu sou sede
De paz eu sou sentimento
Sou um grito de lamento
Sou o balanço da rede
Eu sou o pé de parede
Quando o verso principia
Eu sou noite, eu sou dia
Sou terra, fogo e ar
Sou o balanço do mar
Sou sonho, sou poesia

Meu pensamento procura
O que o coração expressa
A minha mente processa
A poesia mais pura
Num açude de candura
Meu sentimento deságua
Não há espaço pra mágoa
No meu peito de poeta
Só poesia completa
Escorre em mim feito água

Poeta João Luciano Tenório



Parque Pedra Furada, Venturosa - PE.

Pense num convite prestando

Venha ouvir o batuque
Da zabumba e do pandeiro
Repentista, violeiro
Do verso feito sem truque
Da sanfona o “fuque-fuque”
Uma serenata saudosa
O poeta dizendo em glosa
A poesia mais pura
Valorizando a cultura
Dos Filhos de Venturosa

A nossa Pedra Furada
No turismo se destaca
O puro leite da vaca
Dá doce, queijo e coalhada
Pega de boi, vaquejada
Venha pra ver que eu não minto
Nosso povo tão distinto
Tem escultor, escultura
Pintor pintando a pintura
E no verso pinto o que pinto

Poeta João Luciano