quarta-feira, 6 de abril de 2011

Uma homenagem de Gilmar Leite!


Manuel Filó
Fidalgo Poeta do Pajeú

Manuel Filó: Um poeta “Demasiadamente Humano”



Gilmar Leite



Refletir sobre a poesia é mergulhar no universo da condição humana. Falar do poeta Manuel Filó é aprofundar a poesia num mundo “demasiadamente humano”. Há poetas que fazem poesia. Existem poetas que são a própria essência da poesia. Manuel Filó foi um desses! O bardo filho do “Pajeú das Flores” se vestiu com a nobreza da poesia, e fez dela, a elegância ética de um cidadão cortês, sempre com os braços estendidos e abertos, ofertando o afago da amizade e do respeito para os que se aproximavam dele. Atento as demais as pessoas em seu entorno, o vate Manuel Filó, sempre foi cuidadoso e generoso para com outros poetas, dos mais famosos aos menos conhecidos, vendo-os e tratando-os com o mesmo carinho e respeito. Do mesmo jeito, ele estendia sua cordialidade para as demais pessoas que se aproximavam dele, mesmo que não fosse por motivos poéticos. A poesia suave, elegante e clássica de aedo Manuel Filó é a extensão do seu caráter, onde se confundem dois seres, a poesia e o poeta, vistos e entrelaçados numa condição única, a condição humana.


Tristeza na terra, alegria no céu!

Correm lágrimas sobre o rio da fantasia!
O seu leito perdeu um córrego de encantos;
As poéticas águas se afogam em prantos,
Pela perda de um bardo que viveu poesia.

Sobre o límpido éden, transborda alegria,
Lourival, Cancão, Job, coroados de santos,
Receberam Filó com plumas de acalantos,
Confortando sua alma, com uma cantoria.

Na braúna gigante dos versos campestres,
Improvisam chorando os poetas silvestres,
Derramando saudades nos frondosos galhos.

Sobre o trono celeste do Deus soberano,
Cantam versos, Marinho com Rogaciano,
Devolvendo Filó em gotas de orvalhos.


Fonte; www.aguasdopajeu.blogspot.com

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